11.11.09

<3

eu nunca soube muito bem o que era ter alguém pra amar e te amar de volta, estar sempre ao seu lado dando a vida por você, te dizendo tudo que precisa ouvir.
há algum tempo minha sorte mudou. sempre soube que iria encontrá-la, só não imaginei que fosse agora, no pior momento da minha vida. mas tudo bem, não há do que reclamar, apenas me surpreendi com o destino. geralmente ele sempre conspira contra mim, e dessa vez decidiu ser bonzinho, assim, sem mais, nem menos. talvez tenha notado que eu já sou capaz de fazer alguém feliz, e decidiu não mais adiar tal encontro.
eu nem acreditei quando ela chegou, me pegou desprevinida, mas eu não a deixei escapar, jamais deixarei.
meus batimentos cardíacos se aceleram sempre que me aproximo dela, e eles confirmam que o que sinto é amor. eles não mentem pra mim, não dessa vez. posso sentir isso em toda a parte. aonde quer que eu vá, quem quer que eu abrace e olhe, apenas a quero ao meu lado.
ninguém consegue te tirar de onde te deixei, bem a salvo e ao alcance dos meus olhos pra eu poder te proteger sempre que for preciso.
você é tão linda... não posso permitir que nada te machuque. deixe sua fragilidade explícita e entregue-a aos meus cuidados, vou dar o melhor de mim pra que a vida nunca te abandone, eu nunca vou te abandonar.
um único sorriso seu consegue me fazer perder o controle, e eu sempre acabo esquecendo tudo o que falo cada dez que meus olhos o avistam. você tem tudo de mim, deve saber.
passear de mãos dadas contigo é o mesmo que estar no paraíso, olhar ao redor sem enxergar angústias e sofrimentos. e a cada passo dado, me sinto cada mais mais livre daquilo que costumava me assombrar, e mais amada. com sua mão entrelaçada na minha sei que posso ir longe. sentir seus lábios macios se encaixando com leveza nos meus é tão deleitante. não consigo sequer ouvir o que acontece a minha volta, e muito menos respirar, cada vez que você me beija. olhar nos teus olhos e ver o olhar mais doce e hipnotizante me dá a certeza de que você não olha pra mim, mas sim, diretamente pra minha alma. sei que você lê minuciosamente cada parte da minha essência, e que ama o que vê. seus olhos falam por você, e acho isso incomum, porque eles falam somente a verdade. ouvir a voz que é capaz de me acordar de qualquer sono profundo tráz efeitos incapazes de serem desfeitos. é linda a forma que você fala, meiga e calma. seleciona as palavras com cuidado, pensa pra formular frases, mas é precavida ao controlar o tom de voz, e não importa como, ele sempre será doce.
com o passar de todos esses dias, várias vezes dormi e acordei ao teu lado, te dei bom dia com a maior cara de sono, e sentia que não se resumiria apenas nisso. tudo está se modificando, minhas visões ficam cada vez mais reais. o quanto eu te amo só eu sei, e também sei que não parar por aqui, vou te amar sempre mais, sem interrupções. e agora que te encontrei, já não sei se sou mais capaz de viver sem você.

um certo depoimento me deixou boba assim, rapai. :o tive muito que escrever, senão morreria. mas será mesmo que foi só o depoimento? hmmm, acho que não, hein.
só sei que me sinto cada vez mais boba e apaixonada, e não faço a mínima questão de esconder isso ok.
ela é coisa linda de deus mermo, e qualquer um com bom senso e coração a amaria da mesma forma. quer dizer, da mesma forma não, porque ninguém jamais irá amá-la como eu, e tenho dito.
enfim, ceis tenderam o espírito da coisa, né. mas me pôpe! olha o que essa menina lazarenta faz comigo, não dá vontade de socar uma desgraçada dessas? -n
dá vontade de abraçar forte, dizer que ama, cuidar e
tá bom, eu juro que sessão mela cueca is over, e agora eu vou dormir e sonhar com ela. *-* TÁ, parei. D:

10.11.09

quando tudo dá errado...

queria poder respirar sem sentir dor.
ter feito o certo ao menos uma vez na vida talvez asseguraria alguma possibilidade de mudança agora. eu sinto que preciso, mas não se pode voar quando suas asas são cortadas. pobres daqueles que nunca as tiveram. mas talves eles saberiam valorizá-las mais do que eu.
está tudo tão distante, inalcançável, e eu me sinto tão impotente. não consigo mais pensar, não quero mais tentar. aquele pensamento jamais me abandona, eu sei que tenho que crescer, sei que devo ir embora. estou pronta pra assumir, pronta pra carregar os fardos e pagar os preços. mas onde estão as opções de escolha?
basta apenas estar vivo para as coisas acontecerem, e você vê o impacto da devastação dos sentimentos positivos cada vez que os planos dão errado. a sorte me abandonou há muito tempo, e talvez eu não seja merecedora de algo melhor, mas eu estou lutando, e isso faz de mim alguém com um caráter renovado. não quero mais me acovardar e ser apedrejada por aqueles que foram capazes de atingir o que aspiram.
me sinto tão sozinha aqui, encolhida em meu colchão, notando que meus sonhos se atrofiam e tem suas gargantas cortadas. não consigo conter as lágrimas quentes que desmancham o rosto refletido no espelho.
a hora de me levantar chegou, mas porque não consigo fazer isso? e cada vez que o faço, meus joelhos são golpeados, e eu sangro, até perder as forças.
como vou vencer esse mal?

gemtem, essa tpm tá tensa. ): e eu não consigo a porra do emprego nunca! x.x
hoje foi mais um dia em que tudo deu errado, e eu me sinto desgastada de correr atrás e não ganhar nada em troca. sei que não tá fácil pra ninguém, mas eu me esforço mais do que muita gente mesmo sem ter apoio. portanto, não to me lamentando a toa, 1beijo
enfim, espero que essa merda de azar voe logo, e que eu consiga o que quero de uma vez.

9.11.09

dispensa título, oi

de dentro pra fora, eu sei porque estou aqui, as palavras tem outro significado pra mim, em meu dicionário singular. palavras que agora eu posso mencionar, e que antes pareciam ser estritamente proibidas.
a razão de tudo está implícita logo atrás dos olhos gentis, sempre fixados em mim, cravada em um coração ensanguentado que se cura dos piores mals, se fortificando cada vez mais por pertencer a um único e benevolente alguém.
aquela dor, você lembra? sempre assombrava durante as longas noites, e, de certa forma você estava habituada a dormir tendo certeza de todos os detalhes do seu dia seguinte. sempre esteve inexoravelmente unida a aquilo que te fazia chorar, e enquanto isso passava dos limites, te machucando impiedosamente, você se perguntava o tempo todo quando iria acabar.
os olhares se cruzaram, os lábios se encontraram, e eu pude sentir que um novo começo havia sido forjado, e que aquilo que era detestável teria um fim naquele instante. constituído de sorrisos complacentes e decifráveis, e envolto de um carinho invejável, o nosso começo me tirou do lugar onde eu estava.
era tão óbvio que eu te queria, e que meus pensamentos febris giravam apenas em torno da sua existência.
a angústias, os tormentos, as tristezas; elas enfraqueceram quando notaram do que eu era capaz. por você eu enfrentaria qualquer coisa, sempre de cabeça erguida, pronta pra te fazer enxergar o quanto devemos correr contra o tempo se queremos viver, e sermos felizes.
não há tempo a perder, os dias passam em um piscar de olhos, e eu apenas lamento quando você não está segurando a minha mão.
todas as minhas forças estão reunidas, concentradas, e é visível que a fonte de tudo isso é você, só você. não faria sentido algum seguir em frente sozinha.
me recuso a respirar sem você por perto. jamais me deixe, nunca me abandone, nem por um segundo.

esse foi pra vocês sabem quem, né. hihi *-* nem preciso falar absolutamente nada.
gemtem, já que to aqui mermo, vou aproveitar e postar as coisas que escrevi e abandonei para sempre no meu querido pc. q6ashao/

só é preciso acreditar

posso sentir a salvação escorregando por entre meus dedos. estou inconsciente, não posso me mexer, não posso gritar, não posso ver. apenas posso rezar pela minha própria vida.
só quero fazer isso parar, mas parece mais um pesadelo ilimitado, jamais consigo acordar. os trovões lá fora sussurram rumores sobre uma nova tempestade que eu não estarei imune. desta vez terei que usar minhas armas mais amargas, lutar pra continuar.
a sujeira tem se alojado rapidamente pelos quatro cantos e crescido monstruosamente. meus passos tem sido impedidos, as doenças tem se alastrado e cada vez mais a náusea aumenta. algo se contorce ferozmente dentro de mim, e começa a expelir fragmentos de dor.
as palavras me ferem, como lâminas afiadas contra a pele. me enfraquecem, tiram o restante de vida sôfrega que transporto em meu compartimento secreto, em meu coração.
eles duvidam de mim, tem dúvidas quanto aos métodos que uso pra me manter de pé. o rosto morto denuncia as tentativas, o esforço. meus heróis estão mortos, as páginas dos contos de fadas estão em branco, vazias e frias. e talvez o ódio esteja criando raízes, reproduzinho imagens que posso assimilar. eu não vou mais me importar.
vida desprovida de calor pra alguns, e morte lotada de mérito pra outros. a ordem das coisas me causa arrepios, o horror me induz a ter medo, mas eu sei que tudo o que preciso é acreditar. não entendo, mas me lembro. aquilo tudo que me condenou um dia, agora fez de mim alguém muito mais forte. só preciso acreditar.

tá, ok, eu nunca mais escrevi nada, nunca mais postei nada. ): acho que não sei mais escrever, to ficando analfabeta. q -t
esse texto ficou uma grande porcaria, mas deu vontade de postar, então, ah, whathever.
tchá! :*

3.9.09

o destino tarda, mas não falha

aquela garota, costumava sempre vê-la, e sempre sentia que meus batimentos cardíacos se auteravam.
sonhava com o dia que eu pudesse olhar pra ela, e saber seu nome. tudo o que eu mais queria era que ela me notasse, mas não era fácil, eu me sentia invisível em meio a multidão.
o tempo passou, nunca mais a vi.
mas tudo bem, eu não sofri, não sentia algo que podia dizer que era amor. eu só me sentia feliz em vê-la passar, misteriosa, com o seu olhar enigmático.
as decepções continuaram, senti vontade de arrancar meu coração e jogá-lo ao chão inúmeras vezes. então um dia ela voltou, mas não da forma que eu esperava. ela era a melhor amiga de alguém que havia sido muito especial pra mim, e então o que já era limitado, tornou-se impossível.
ela era especial, e eu quis ser sua amiga, mas entendi que eu jamais conseguiria me aproximar dela. foi lento e doloroso.

desde o meu primeiro dia de vida tenho esperado. cheguei a pensar que tinha sido condicionada a viver de uma forma vil, sem sentimentos nobres e indescritíveis, daqueles que todo mundo tem e ama ter.
a salvação chegou, e justo quando eu menos esperei. bateu em minha porta com um sorriso deslumbrante, e eu, de imediato a abri.
fazia frio, nossos corpos tremiam, mas quando a beijei algo desconhecido tomou conta de mim, e o frio era tão insignificante perto daquilo... em seus braços eu me senti amada, me senti tão viva a ponto de gritar até pra aqueles que não queriam ouvir o quanto eu me senti feliz aquele dia.
você segurou as minhas mãos e beijou meus lábios, e eu me entreguei a você, por inteiro.
lembro que depois do nosso primeiro beijo, após abrir os olhos, tive a impressão de que o universo a minha volta havia adquirido cores, formas, movimentos mais alegres. eu havia ganhado uma nova visão.
e então eu voltei pra casa, olhando pras estrelas, e sussurrando o seu nome pra elas. devaneios, pra durarem por horas.
mas não foi assim que acabou, muito do contrário. esse foi o começo.
os obstáculos surgiram, senti medo. a última coisa que eu queria, era te perder. desejei ardentemente que você fosse minha, pra eu poder pensar em ti sem culpa, pra poder dizer a todos que você é minha, e sentir o maior orgulho do mundo por isso.
senti que tudo ficou por um fio, e era como se eu estivesse me equilibrando, escolhendo o melhor jeito de cair pra que minha queda não fosse tão violenta.
durante alguns dias o tic tac do relógio tornou-se mais repetitivo do que o normal, e era doloroso olhar os ponteiros, o tempo parecia ter estacionado, e relutava em se mover. eu esperei; a angústia e ansiedade me consumiam, devoravam todo e qualquer pensamento que fosse diferente.
em uma bela manhã, li o que jamais esperei.
aquelas palavras me fizeram voar, pra bem perto de você. agora eu sabia, eu sabia, eu acreditava que você poderia ser minha.
te encontrei de novo, e de novo. a saudade era a maior que eu já havia sentido, e a maior que qualquer um já tivesse presenciado.
um pedido oficial fez com que eu te levasse ao topo do mundo, e lá eu te abracei, senti o calor da sua pele, de uma maneira diferente; porque você disse sim, e você era minha, e não havia nada que pudesse nos interromper. de imediato senti que o sangue em minhas veias começou a correr mais rápido, e que eu não seria mais a mesma. ''eu te amo'' - ela disse. ela me ama, ela me ama! e nada é mais importante do que isso.
uma vida nova, com direito a todos os acontecimentos insólitos, o início de uma história que não vai ser esquecida jamais, nem em cem anos.
e quem imaginaria que a garota misteriosa do olhar enigmático seria capaz de me fazer tão feliz.

23.7.09

uma simples decisão pode mudar tudo;

segure minha mão; está estendida pra você.
retribua meu gesto com um doce e acolhedor sorriso, e nele me abrigarei, permitirei que este amor ultrapasse todos os limites que estipulei quando quis ficar sozinha.
você está de volta, e agora pode ver que nada é como antes, e que tudo adquiriu uma solenidade até então insólita pra nós; a seriedade das novas palavras, a intensidade dos novos sentimentos...
em seu quarto, com a porta fechada, você raciocina melhor, e sozinha decide dar início a algo que sempre esperamos, mas nunca compreendemos.
a calmaria tem se alojado em cada pedaço dos dias; tão clara, tão quente e reconfortante. eu sei, eu vejo, nos tornamos melhores depois de tantas batalhas que travamos dentro de nós mesmas. te abraço, e sinto que os medos migraram pra longe.
agora posso dormir e acordar com a certeza de que te verei novamente amanhã.

5.7.09

tão vivo, e tão débil

os esquívocos sempre estarão presentes, eu sei.
a dor que evito sempre estará próxima, em todas as rupturas de tudo o que diz respeito a mim. um imã pra aquilo que machuca, dilacera, esquarteja. em questão de dias vejo sonhos mortos, junto com meus heróis.
nada é suficiente pra eles, a verdade nunca importa.
pregos estão fincados em meu cérebro, e fazem com que meu coração adoeça sempre que experimento tal ligação, e eu sangro, de fora pra dentro, exprimindo a angústia que você deixou aqui no escuro.
nesses instantes não estar sozinha não evita catástrofes, independente da proporção de cautela. eu grito, e jamais sou ouvida, corro, e jamais alcanço. estou quase sem fôlego, e os movimentos das minhas pernas tornaram-se limitados.
meus olhos latejam pelo acúmulo de lágrimas contidas, mas elas não migram, não há alívio. minha voz trêmula denuncia o fim que você gritou, e em minha espinha se alastra o frio da falta, da perda. sorrisos verdadeiros não podem ser comprados, demonstrações de amor não podem ser detidas, e a completa inanição do que não existe sempre me mata, e agora levou minha alma pra longe daqui. talvez não haja nada além da minha fé que possa rasgatá-la.
a sorte está do meu lado, e vou em frente com minhas crenças, sem interrupções, e por mais que não haja espaço no mundo pra mim agora, basta apenas fechar meus olhos com força e fazer vir à tona as explosões dos pesadelos que me trazem a vida e a morte, ao mesmo tempo. são apenas esses espasmos detestáveis que me fazem entender a que mundo pertenço.
diferenciar o certo do errado é a solução ideal pra esses dias que existiram, com toda a sua melancolia e mistérios.
a lógica torna-se indispensável cada vez que suas vontades te traem.
é desesperador saber que suas verdades foram jogadas no lixo por mãos alheias.
meus esforços transpiraram por você, e agora devo fazer as lembranças desaparecerem a ponto de surgirem dúvidas sobre aquilo que ontem mesmo fizemos.
risquei nossos braços com força, e as marcas não vão embora nem com uma tempestade envolta de nuvens que me escondem o rosto que me trouxe à luz e ao calor.
a cura está próxima, mas eu sei que haverão lugares e sons que me distanciarão dela, cada vez que me lembrar.
serei consumida pela decepção, enquanto sobreviverem em mim, enquanto não houver um atídoto pra tantas noites em claro.
vou buscar em algum lugar distante de você e próximo da minha sanidade a causa de me manter viva e com inúmeros valores.

10.6.09

contagem regressiva

mesmo sem ter ainda partido, é como se tivesse deixado todos para trás, removido de mim todo o conteúdo chamado de ''recordações''.
minhas recordações são vagas, distantes, e praticamente nunca são reproduzidas voluntariamente. me recuso a relembrar do passado, por mais recente ou antigo que seja. nada é significativo como era, apenas quero viver o agora, e se valer a pena, relembrar o antes.
me dei uma chance, me reaproximei do que todos chamam de vida normal, mas a verdade é que não foi nem um pouco proveitoso.
talvez eu deva sustentar até o fim dos dias minhas teorias individualistas, que são as únicas que criei em prol de mim mesma, que são coerentes e capazes de me fazer ser racional.
sempre soube que as pessoas são todas iguais, e que talvez eu nem seja humana. fato que eu deveria sentir orgulho. mas tem fases em que você sente-se vulnerável, e se vê ilhado, sem alternativas, e isto leva a tragédias.
é inexoravelmente destável e fatídico ter que forjar algo que não é de seu feitio, mas o que supera o inexoravelemente detestável é a descoberta que acusa que você não é tão forte como imaginou.
tudo bem, não tem importância. o que faltava era apenas reunir pensamentos e não tirá-los de seu local de origem por nada. é complexo fazê-lo sozinha, e as vezes você sucumbe, dependendo das circunstâncias que te encuralam. de fato, não foi preciso grandes esforços desta vez, afinal, uma grande porcentagem do que era necessário, acontecimentos alheios me concederam. alheios, e ao mesmo tempo extremamente ligados a mim.
me acomodei, me privei de decepções e me esqueci do crescimento que elas implicavam, o que não foi lá uma grande idéia. com o tempo acabei desistindo até do meu próprio bem estar.
quando voltei a vida, já não sabia bem como lidar com os sentimentos, e vi que as mudanças em mim forram terrivelmente drásticas, o que me favoreceu muito. percebi que já não sou capaz de amar como antes, e que não mais serei. encarei de frente todos os assuntos e acontecimentos pendentes, e os aniquilei, de uma única vez, sem pesos e sem arrependimentos.
é como se tivesse me curado do pior mal existente no mundo, e tivesse conquistado a mais plena liberdade.
ainda não tenho conhecimento das proporções de minhas forças, mas logo terei, e em algum lugar distante daqui recomeçarei do zero. não há mais nada em minha consciência que martele dia e noite me causando incômodas dores de cabeça.
eu sei que desta vez serei bem sucedida, sinto como tivesse envelhecido anos. as novas lições abrangentes e intensas, serão úteis em todos os sentidos.
é bom sentir-se assim novamente. é deleitante sentir que realmente me completo, e não preciso de muito além disso pra sobreviver.
a fase adolescente de completa revolta já passou, mas vou sempre dizer que todos são descartáveis, monótonos, previsíveis... e devo confessar que sempre estive cercada por isso. e não é que eu esteja buscando o inalcansável, inatingível, inacessível; apenas quero ser livre, sem ter que ouvir: ''eu te amo.'', e ter que responder: ''eu também.'', mesmo sabendo em meu íntimo que é a mais suja mentira.

7.6.09

mudanças, queridas mudanças

juro que não queria que tudo fosse uma sequência de fatos que esquartejam qualquer amor.
o que eu não queria, era ter que ir embora, deixar uma parte de mim contigo sem ao menos saber quando vou resgatá-la. não se pode saber o que os ventos trazem, e nem para ponde podem te levar. estou aqui, bem aqui, será tão difícil me notar? de qualquer forma, está um pouco tarde para que aconteça.
queria poder dizer que não vou a lugar algum, que sempre estarei ao teu lado, mesmo que em silêncio.
talvez não seja o correto para um coração partido infinitas vezes, talvez eu esteja tão cansada de tentar, que não vejo desvantagem alguma em te deixar.
longe daqui, longe de ti, e até mesmo de mim, meus olhos vagueiam em toda a parte, e visualizam mil e um começos que podem ser assimilados com entusiasmo, e posso até ver meu ressurgir. jamais serei mesma após isto que está prestes a acontecer.
enquanto eu aqui viver, estarei terrivelmente presa as ruínas, e em meio aos destroços será exaustivo juntar cada peça do quebra cabeça da vida. desta vez, não estou sendo covarde, e sim, mais forte do que nunca.
os conflitos se atenuam a medida que o dia se aproxima, e a calma tem pairado sobre minha cabeça, conseguindo tirar sorrisos complacentes de meu rosto. o futuro pode não ser glorioso, mas ao menos será reconfortante, e nisso aposto tudo que tenho.

06/05/09

exposta, permito que o fria percorra minha espinha, e me faça estremecer.
não dá pra oferecer resistência quando acontece. em meu estômago martelam repetidas vezes o invisível e denso, dando voltas, batendo nas paredes, e em seguida: a náusea.
foi difícil assimilar as cenas, e eu jurei estar sozinha em meio a tantos olhares especulativos.
eu não sabia se realmente respirava, não sabia exatamente para onde estava indo, mas algo me guiou até o caminho de volta para casa. - instinto - presumi. e minhas pernas colaboraram.
o tocar dos meus pés no chão conhecido fez com que eu voltasse a minha realidade, sem espasmos de medo, sem um derpertar violento e assustador.
ele selecionou as palavras, as conduziu graciosamente e com maestria, me poupou de mais dor, e então ele estabilizou a naturalidade, de um modo que ninguém seria capaz em seu lugar. parecia até que conhecia com detalhes o meu dia-a-dia.
por mais calculadas que tenham sido, cada frase causou efeitos irremediáveis, e cada uma sobrepujou as espessas camadas de poeira que abafavam meus batimentos cardíacos.
naquela sala vazia, apenas vi um rosto de frente ao meu, e imagens desfiguradas. o impacto foi tanto, que não passou despercebido em minha expressão, e me esforcei para disfarçar. não queria que ninguém notasse o horror que se instalara em meu interior gritante.
ele me feriu com a verdade que eu não conseguia encarar - covarde, sim - mas eu realmente estou me esforçando para adquirir forças e fazer algo por mim.
esse acontecimento foi decisivo, me fez ver adiante, clareou minha débil visão. as fórmulas estão agrupadas, mas a solução está muito abaixo, silenciosa e invisível.

por quem vou seguir em frente?

todas as direções que meus olhos seguem me levam apenas ao vazio. e essa sensação comparável ao mais insuportável mal estar, tornou-se inexoravelmente repetitiva.
esqueceram-se de meu coração, pisotearam-no e o quebraram em mil pedaços que penetraram em minha pele como cacos de vidro infectados daquilo que todos mais temem: o vazio.
as perspectivas não migram, e eu desejo algo tão simples e puro que ninguém mais é capaz de sentir. acredito mesmo que pedir pra não ficar sozinha não seja muito. as exigências são variáveis, e mudam de acordo com a proporção do amor, mas por mais mínimas que sejam, inabalavelmente, naquele mesmo ritmo, elas só me levam pro escuro caminho do isolamento.
nenhuma vez foi fácil, e nenhuma vez será. por mais que as forças se alojem organizadamente em mim, dando outro ar a toda a minha arquitetura, a dor continua a mesma. a medida que as forças adormecem, torna-se impossível disfarçá-la. um vazio recheado de dor. e lá, voz alguma ecoa, nem sequer existe sinais de qualquer existência além das convencionais, que nada significam pra alguém cansado.
o desconforto se aninha em meu pescoço, e lentamente vai me sufocando, criando dedos longos, grossos e mortais, que vão devorando com voracidade o que ainda há de bom e mim.
eu não queria amar, eu não queria me importar. queria nunca ter estado lá, apoiada em seus ombros.
ela emprega as palavras em cada frase com cuidado, e faz com que seja convincente, por mais impensando e mentiroso que seja. aquele beijo, aquele gosto, a maciez da pele... isso significa muito mais do que você possa compreender.
os socos no estômago aumentam e o sangue esquenta, fazendo com que meus olhos faisquem de ódio.
não há nada, não há ninguém. não há palavra no dicionário que defina o que estou sentindo.

não há salvação

e talvez viver tenha perdido a graça, e então, prefiro escrever.
sinto o calor evaporar das pontas dos meus dedos, junto com a claridade lotada de vida, e em mim já não há lugar algum para lágrimas. estas também partiram.
não existem heróis. eles estão mortos, morreram em minha mente, e é necessário muito mais do que esforços para ressussitá-los. não há salvação.
estando distante daqueles que são os únicos capazes de me trazer alegrias, as esperanças se corroem, rapidamente, sem interrupção, e eu contemplo a destruição alojada dentro de mim.
o tempo nunca pôde estar tão arruinado quanto agora. as horas no relógio simplismente voam, descontroladas, sem dó, nem piedade. os ponteiros se movem em uma velocidade quase imperceptível, mas eu não. meu corpo e alma mantém-se estáticos, apáticos, e exaustos. as histórias se repetem. as mesmas dores, as mesmas desilusões, os mesmos pesadelos.
implorar já não leva a nada, e muito menos resgatar as boas e velhas mudanças.

22.2.09

seja bem vinda novamente

é estranho, incomum, mas principalmente difícil estar de volta.
foi como ter ficado fora de casa por anos, e, ao retornar, ter encontrado estranhos no lugar de minha família e amigos.
será isto uma retrocedência?
bom, prefiro arriscar que seja também o antônimo. prefiro dizer que retrocedi para poder me mover e sair do lugar onde costumava estar, alterar meus sentimentos aprisionados, e conhecê-los melhor.
as vozes, as ruas, as pessoas... há algo de diferente nelas. algo que, talvez, eu demore a decifrar.
as essências, os valores, as lutas, os caráteres, as desilusões. alguns deles continuam os mesmos, mas não para mim. a anormalidade tem me seguido. por mais que eu queira negar, é imprescindível mencionar que me deram olhos novos, junto com uma metade de coração. e, só esta funciona. a outra, talvez esteja doente, talvez dormindo profundamente, a espera do dia em que poderá ter pernas mais fortes e sair se expondo a perigos novamente. com estes dois fatores, meu cérebro automaticamente atendeu as novas necessidades, e fornece o que preciso conforme meus passos. tudo depende somente de mim.
é como se eu estivesse estado em um lugar aleatório, mas que me ofereceu grandes oportunidades de aprendizado. e digo até que o ar que circula em meus pulmões já não é o mesmo.
o habitual gosto de cigarro tornou-se amargo, mas esta amargura tem se alastrado em meu corpo e alma, e eu não posso mais voar. minhas asas foram cortadas, meus lábios agora murmuram a realidade. realidade que meus olhos nunca realmente enxergaram.
minhas histórias... bom, elas perderam seu rumo, entraram em um túnel onde situam-se todos os tipos de dor, alegrias, tristezas, sorrisos. enfim, sentimentos. e você pode tocá-los com suas próprias mãos, admirá-los bem de perto. se achar que é capaz de viver com responsabilidades, pode até pegá-los, levá-los para casa, e, com dedicação e um pouco de sorte, pode prolongar seu tempo de vida.

16.2.09

um dia que existiu...

e vai se repetir até onde minha memória e sentimentos permitirem. um dia em que se contentar com pequenas coisas, fez as paredes frias daquilo que é inexplicável e doloroso, descongelarem-se. quando me dei conta, tudo havia desabado, bem longe de mim, e a luz acendeu os tons apagados.
ainda sinto seu abraço. ele está preso em meu corpo, envolto de uma corrente inquebrável que me protege. ainda sinto teus lábios beijando minha amargura, que tornou-se doce em questão de uma pequena alteração de percursso que provocou mudanças nos batimentos de um coração cansado. suas mãos esculpiram minha melhor, e mais nobre forma de vida, segurando com cuidado aquilo que eu manti trancado e escondido sob sete chaves.
algumas horas foram suficiente pra que eu não me visse caída em cantos escuros. meus olhos não desviaram-se dos seus, em segundo algum. sua voz talvez tenha se tornado inconfundível em meio a todas as outras.
me senti curada dos mals incuráveis, me senti privilegiada. encontrei um antídoto pra todas as espécies de vazio em cada sorriso seu.

4.2.09

de novo?!

detesto! ter que admitir que estou sentindo isto novamente.
bom, caí de cara no chão, nada de mais. apenas sinto como se todos os meus ossos estivessem quebrados, e em mim, tivesse se alojado uma doença incurável.
ódio. é isto que estou vivendo. eu até poderia dizer que meu coração está partido, mas, que coração?
se ter um coração feito da mais resistente das pedras, é o mesmo que não ter, então...
pra me favorecer, tive náuseas incontroláveis ontem, antes de ir trabalhar, e decidi não ir por nem aguentar parar em pé. e enquanto eu colocava tudo pra fora, eu torcia pra que todo e qualquer conteúdo que há dentro de mim e diz respeito a você, fosse espelido naquela hora. totalmente sem forças, cambaleando, com a respiração ofegante, apenas consegui me dirigir até o quarto, me joguei na cama, e meu sono foi o mais inabalável até os dias de hoje. foi ridículo alguém ter aparecido em um sonho, NÃO! era pra estar lá. e detalhe (isto deixa óbvio o quanto estou sofrendo): eu estava em um prédio, olhando pela janela, então, noto que há alguém me olhando, lá de baixo, e adivinhe?!
demorei alguns segundos pra reconhecer aquele rosto, mas consegui. ela estava abraçando um amigo, mas apenas o fez depois de ter me visto. eu olhei, me manti imóvel, incrédula. quando a vi se retirar, ir embora dali, desci as escadas o mais rápido que pude, peguei um táxi, e pedi pra que ele me ajudasse a encontrá-la, sem resultado algum. - até em sonho, mas é um inferno mesmo!
fiz questão de acordar, pra não ter que ficar me torturando. precisava desabafar sobre isso, e tinha que ser agora.
alguém veio me criticar, apontando erros que já não repetem-se há tempos. das outras vezes sempre deu tudo errado por erro meu, e eu confesso. mas desta, não. o que eu exigi, era compreensível, era somente o que eu precisava. mas dane-se, deixe que todos pensem que fiz tudo errado outra vez. não faço a mínima questão de esclarecer.
isto estendeu-se por três meses, e pra mim, é tempo demais. não podemos esquecer que a coisa toda, de um modo geral, só ganhou forma há uns dez dias, talvez, nem isso. teve que ser bruscamente interrompida há dois, então, impossível estar recuperada por completo neste curto espaço de tempo.
lembro que no começo, era tudo sensatamente recíproco, e ela me queria, eu podia sentir. em uma semana, o jogo mudou, e eu a deixei segura de que ela é quem eu amo. na primeira oportunidade, jé me magoou, me tratou mal, e foi como se eu não fosse absolutamente na-da. e eu, muito idiota, não notei, e manti o mesmo curso da conversa, continuei sendo a tonga apaixonada que faz tudo por quem ama, e nem liga quando é tratada com estupidez. mais tarde, acordei. juntei esta nossa última conversa com outros acontecimentos, e notei que eu estava sendo uma completa burra, idiota, tonga.
ela só me machucaria, sim.
e por tudo o que houve nesses últimos dias, digo e repito: somente eu amei.
outra vez, me tranquei dentro de um mundo onde só existe a minha essência, e fiz questão de jogar as chaves penhasco abaixo. não tenho previsões de retorno.
esta amargura é meu escudo, e ela funciona como quatro paredes de concreto vermelho, da cor do ódio, como um isolante a devassidão nauseabunda humana.
tentei mudar de idéia, tentei ao menos amenizar parte do meu descontrole, tentei enxergar com outros olhos. mas não há maneira, todos tem o mesmo sangue corrompido correndo nas veias, todos com o caráter duvidoso. não, eu não generalizo, mas chego muito perto. encontrei excessões, e me agarrei a elas.
ao menos sei que tenho meus portos seguros, e que não estarei perdida quando precisar de alguém.

2.2.09

dias severos...

não tenho mais tido sono e nem inspirações. a apatia tomou conta da superfície em que se encontra todas as minhas possiblidades de falhas e acertos. fui privada de caminhar, por mim mesma, por meus próprios atos. condenei-me, e isso agravou todos os meus mals, prejudicou diretamente minha frágil existência.
me movo, mas não saio do lugar. grito, e os nós de minha garganta não desfazem-se. choro, e não sinto alívio algum em meu peito.
preciso sair daqui, ir para longe, deixar para trás as resquizes de qualquer acontecimento ruim. vida nova, é o que costumo dizer.
bom, talvez eu queira retornar a vida real agora mesmo, mas só aceito se for contigo. ontem refleti sobre tudo o que está ao meu redor, me enfraquecendo, e cheguei a conclusão de que a tua ausência é a maior causa desta anorexia.
não consigo encontrar palavras boas o suficiente para registrar estes momentos que eu preferia nem viver. não consigo esquecer, mas consigo amenizar as inflamações que latejam em minha pele marcada pelas inúmeras angústias.

1.2.09

talvez eu saiba definir com precisão exatamente como e quando nossa história começou...

aspectos negativos da insônia, e tantos outros contratempos, não estão sendo considerados no dia de hoje.
abro mão até de minhas preciosas horas de sono pra sentir-me mais próxima de ti, afavelmente beijar-te os lábios em meio a delírios, que são de todo necessários para que seja sustentado este inominável sentimento que pulsa vivaz, com forças indestrutíveis.
ao certo, sem sombra de dúvidas, posso dizer que este amor tem se alastrado, estado em todos os lugares possíveis, e ao mesmo tempo. não me permitindo esquecer de ti por um único minuto de todos estes dias.
teus cuidados, tua atenção, teu carinho e preocupação contribuiram para que eu me desfizesse em pedaços diante de ti, me derretesse inteira e deixasse isso visivelmente claro em minhas expressões corporais.
tu é linda! amo o formato de teus olhos. eles prendem toda a minha atenção, e são compostos de um castanho transparente que me hipnotiza. esta transparência, talvez apenas eu a tenha notado. quase posso ver tua alma através dela. ela me protege da morbidez, de toda e qualquer ecuridão, me acolhe em dias frios, me contagia com o amor que é dedicado especificamente a mim.
talvez eu tenha te amado desde nossos primeiros segundos, talvez eu saiba definir com precisão exatamente como e quando nossa história começou, e talvez, agora eu tenha me tornado dependente deste amor que tanto me faz bem.
sonho em te ver pelas manhãs, acordar ao teu lado, e poder beijar-te a testa e em seguida dizer ''bom dia, meu amor'' te olhando nos olhos e sentindo teus braços enroscando-se em meu corpo.

eu te amo, e sinto tua falta.

as náuseas corriqueiras não deixarão de perturbar

não é surpreendente que eu esteja sentindo um profundo ódio.
as coisas todas aconteceram há um mês, mas prosseguem martelando em minha cabeça, insistindo em me proporcionar aquela mesma sensação do mau estar da traição. ao menos suas proporções imensas tem diminuído rapidamente, e me sinto melhor sabendo que em breve tudo isso terá se estingüido definitivamente.
nunca mais nos vimos desde aquele dia em que derramamos lágrimas juntos, involuntariamente, e exprimimos tudo que sentíamos. e sei que só o acaso fará com que nos encontre novamente.
sempre valorizamos a nossa união fraternal, acima de qualquer mentira que usassem pra nos destruir. mas, o que choca, é que não foi uma mentira que nos destruiu, e sim, a mais pura e dolorosa verdade.
você, com sua fraqueza, não conseguiu conviver com o resoluto sentimento que lhe roubou o espaço e o ar. fomos destruídos pelo maldito! amor que fez com que você mudasse, escondesse o que deveria ser dito a mim por direito. nossa amizade e tudo mais que construímos juntos, foi corroído.
aquele dia, aos meus e aos teus olhos, pareceu ser o último de nossa tragetória, que ainda estava sendo planejada. caminhamos vagarosamente lado a lado, mal nos olhamos. palavras esquizofrênicas e trôpegas foram trocadas, nos abraçamos em sinal de despedida, entrei no ônibus e não senti necessidade de olhar em volta ou para trás, para vislumbrar teu rosto pela última vez no dia.

nossas premonições estavam redondamente certas.
não mais nos falamos, e alguns dias depois, veio a inesperada punhalada. em nossa única conversa, não houve pedidos de desculpas, não houve o mínimo sinal de resgatação do apego que sentíamos. o que soube de imediato, foi que não poderíamos mais nos falar. você não merece mais nada que venha de mim.
não tem volta, não quero que tenha.

mais um dia não amanhece...

a mesmice da ausência quase crônica de alegrias entra em cena.
não enxergo adiante,
não abro mão da claridade benévola e inegualável que devolve minha visão.
faço dela minha manhã.
involuntariamente, a sinto tocar meu rosto, beijar meus olhos cansados.
exatamente como o suave vento, que insiste em não se mexer,
invariavelmente estático,
como meu coração antes de tu despertá-lo.

sozinho

consigo soprar os fragmentos do meu coração e vê-los misturar-se ao ar.
suas cores são inconfundíveis, e as lembranças são todas um único descontentamento.
tenho-as próximas mesmo enquanto voam longe.

os pequenos pedaços não podem ser juntados,
não podem se regenerar.
assombros reais impedem até mesmo o esquecimento parcial,
e, a mim só resta pensar, pensar e pensar.

abstinência, constante abstinência.
o que era vazio, converteu-se em dor,
persistente, real, enfraquecedora.
o oco foi preenchido pelo mais detestável dos sentimentos, paralizando meus movimentos.
não posso correr, nem me esconder.
apenas tenho o direito a estabilizar minhas defesas, de olhos fechados e mãos vazias.

o sonho de anos, o sonho de ontem, o de hoje,
ambos diferentes em sua anatomia,
iguais em sua finalidade e utópicos em cada sentido.
todos impossibilitados, bloqueados, mortos, e largados em lugares imundos que visito diariamente.
a verdade tem machucado, arrancado partes de uma vida que sempre mantiveram-se intactas aos fortes ventos.
a história escrita, envelheceu,
e sequer aconteceu.

13.1.09

e os tormentos infundamentados retornam ao seu local de origem...

uma dor inconfundível, incomparável, inevitável. um pesadelo real.
porém, complexo demais pra caber em mim.

não há resolução quando eu incessantemente a busco.

cruzar os braços e contar meus passos até chegar a segurança, tornou-se rotineiro.
mas confesso que já não quero que essa retrocedência sentimental repita-se.
apenas queria poder ter minha segurança próxima, fixada firmemente contra meu peito.

você não sabe, mas fechei meus olhos para não enxergar nada além da tua misteriosa, perturbadora, e inacessível beleza.
ela roubou a seqüência dos meus devaneios.

te abracei todos os dias, e você não me sentiu;
imaginei tuas mãos me tocando, cobrindo meus olhos, e em seguida, me conduzindo as pressas pra onde só eu e você sabemos que existe.
desejei com todas as forças te ter pra amenizar o excesso de carência complacente que você mesma despertou em mim.

um coração partido,
foi o que sobrou no começo da manhã amarga e simultaneamente em ruínas
um suspiro apaixonadamente jovial foi bruscamente interrompido por palavras de um alguém desconhecido.
uma lágrima foi contida junto com o descontrole de meu sangue fervente.
a dor ploriferou-se interna e externamente, facilmente vista em cada passo meu.

quanto as explicações, estas não se deram quando eu veementemente as pedi.

11.1.09

raiva instantânea e não momentânea

vejo falsos moralismos empilhados desorganizadamente, trepados sobre o monte de hipocrisias putrefatas. estas, por sua vez, são fabricadas sob medida, cabem especificamente em cada ser humano. tenho a impressão de que foram inteiramente criadas justamente para tornar tal detestável e nauseabunda raça ainda mais depravada que o convencional.
os moralismos ressussitam, caminham até mim, ficam na altura dos meus joelhos, esfolam minha carne e atacam aquele local que mais me causa dor. infiltram-se em cada dobra, em cada quina, e em toda a parte. contaminam meu espaço.
esta dor provém das imagens equivocadas que meus olhos capturam. em cada uma contém fraquezas que, a qualquer olho débil, são permanentemente ''inexoráveis''. todas as visões são centradas veementemente nos pontos negativos. mas quem realmente as nota? quem pensa em vencê-las e ser alguém melhor?
sem perceber, eles permitem que os pseudônimos aumentem e tomem conta de tudo que essencialmente deveria estar intacto.
toquei com meus dedos a falta de coragem, afaguei suas extremidades e as assoprei com cuidado para mantê-las em segurança. um gesto de extrema preocupação. preocupação que foi jogada ao chão, pisoteada, exposta ao ridículo. totalmente desvalorizada e comparada a nada.
por que eles não podem lutar contra seus medos? por que não podem assumir o que realmente são e abandonar de vez o peso incômodo do fingimento?
não entendo como alguém consegue torturar-se a ponto de esconder-se da própria personalidade.

2.1.09

relatos de duas mente com pobremas metal

primeiro dia do ano e me sinto altamente revigorada.
as coisas simples e significativas chegaram, se posicionaram exatamente da maneira ideal pra cobrir e escurecer as chateações.
não me sentia feliz assim há muitos dias.
sinto-me patética em demasia por estar assim devido a outras pessoas. mas não importa quais são minhas fontes de alegria agora, o que importa é que elas existem e tem dado a mim tudo o que preciso.
faltam poucos dias pra eu começar a trabalhar de verdade, e tenho aproveitado de uma maneira muito agradável: fico no msn todo dia, o dia todo, falando com a mesma pessoa. (HAHA)
é, creio que encontrei minha alma gêmea se tratando de ironia/sarcasmo/arrogância/imaginação incontrolável. finalmente alguém de humor refinadamente agradável, que me faz rir a valer e entende minhas piadinhas lotadas de veneno. e o melhor de tudo, é que parece-me que consegui uma amizade das boas, daquelas em que tudo é recíproco e estou vendo a confiança se fortificar.
rimos tanto hoje que nossas barrigas já não suportavam qualquer sinal de que a crise de riso pudesse voltar, reclamando da dorzinha mais saudável que existe.
e todo mundo vai entender porque, ahhh se vai!
ficamos conversando por comentários de foto no orkut, coisinha mar linda a rente!

mar dêem umas bizoiadas nesses caralho aqui:

; àgatha:
meu nome é cocô, me chamam de patti, marreu tô me sentindo a própria com meus olhos veldis. u.u
patti:
o nome dela é porra, chamam de ágatha, marrela tá se achando a própria cas mania de selinho da hebe e de dançar créu em cima das mesas. u.u
; àgatha:
aaaaaaaaaaaaaaah :O não te conto mais nada, sua PORCA FUMADENSE!
; àgatha:
e não era créu ok ¬¬
patti:
hihi sou muito malandra! calei a bocã delha. hihihihi QMACHO
patti:
é natural tal desenvoltura avantajadamente ligeira de calar bocãs da escória dos porcos fumadenses. minha cidade é o que há.
; àgatha:
mal caráter, favelada, preta, curintxana, patricius, é só isso mesmo que vem do porco fumando, coragem! qmm
patti:
e do chifre queimando? mar lá só dá prostituta estraçalhada porque as traça come tudo as roupa das coitads de tão horrorível des pobre que é as situação. mar lá só dá mendigo dos bigode queimado, porque os chifre que queima fica tudo espalhando fogo nas cara dos outro. chifre queimando é um inferninho sem o gramunhão. fa-lei QGARBOSO
patti:
inventandoatalhosdeemoticon.com
; àgatha:
GRAMUNHÃO qgayqgayqgay

ágatha tem um amor incondicional pelo tal do gramunhão. zulivre! nunca vi um amor tão grande e lindjo.
mar tudo essas crocodilagens de empreitadas bucaneiras não acabam aí. mar tem muito mais demonstrações públicas de pobrema metal!

; àgatha:
olha amics, na minha opinião assim, essa é a foto mar linda que tem sua no orkut, xenti, ói que coisin mar lindo nessa foto Damião. *-* feição do meu cu q
patti:
coisin mar lindo, né adelaide?! pena que você errou, porque meu rosto não sangra de emorróida, não fede, e nem é arrombado e muito menos verde (de tão sujo) e peludo. ;_;

mar ainda tem mais!
PERE pra ver! (hoho)

patti:
mar tá todo mundo lindo por demais! eu pegava aquela ali da babylook de cerejinha. muito lindja! *¬*
patti:
-n
patti:
Ah, mas até que ela é gostosinha, você não acha, colega?
patti:
é, acho. dá pra perder umas meia hora quessaí.
patti:
Mar ela é lindja, mutcho mais do que lindja! Veriveribeautifuuul! E usa dentadura. (s, falo comigo mesma. confesso meus gravissímos problemas metais)
; àgatha:
você me deixa doidão ♫ ou ié, ou nô
patti:
give it way give it way give it way now ♫
; àgatha:
q
; àgatha:
womanizer, romanizer, romanizer ô eunicer romanizer ♪
patti:
o teu zóin o teu zóin tá pra cima, o teu zóin o teu zóin tá de pé-é ♪
; àgatha:
em festa de rodeio, não da pra ficar parado, eu sou o peão do meio, desse povo apaixonado, hey hey hey companheiro, quem quiser ser o primeiro, tem que ter o braço forte QMACHÃO ♫♪
patti:
curupira curupira, alimenta-se de mim. nas ruas nas entrelinhas, vai cacando o tesouriiin! ♫♪

marroush, que ágatha sem criatividade.
quem sabe, faz na hora. mar as minhas músiquitcha é tudo eu mema que inventei, tudo de minha própria autoria de eu mema, saqüolé?!

; àgatha:
meu nome é Ildebrando, conhecido como Ildebrandinho, eu sou blasé e me visto como me sinto, uma vaca? q
patti:
meu nome é matusalém, conhecido como matusalénzinho, eu sou efusiva e me visto como me sinto, uma puta mal paga? q
; àgatha:
HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHHHAHAHAAHAHAA chorei bgs
; àgatha:
e efusiva é teu cu
patti:
meu cu? ele é efusiva? :o mar chore o quanto quiser, meu cu não vai ser efusiva, jamais!
; àgatha:
seu cu é efusiva sim, porque eu conheço cada pêlo dele muito mais que você, não se lembra da meia hora de cu aquele dia em casa? o.o' porco fumadense é tudo isquicida mermo. qhunf
patti:
mar você conheceu porque foi um estrupo. eles não se entregaram de bandeja pra você não! oush, nega, porco fumadence só faz questão de lembrar do que tem importância. isquicida é você, chifre queimadense, sisqueceu da inteligença em casa. hihi
; àgatha:
você ficou muito linda nessa foto (ágatha se julgou incapaz de responder a altura, já que destruí tudo. HAHA)
patti:
foto nessa linda muito ficou você (fui superior dando uma pequena demonstração de meu deboche e o quanto me importo com ironias baratas)
; àgatha:
muito você foto nessa linda ficou (ágatha insistindo em tentar sair bem na história)
patti:
linda muito foto nessa você ficou (eu, como sempre, novamente demonstrando minha superioridade)

mar agora pra acabar quessas paiaçada tudo, rou fechar com chave de ouro esses caralho aqui.

patti:
ai mics, você tá parecendo uma lingüiça de porco fumado nessa. *-* que tetéia, oun.
; àgatha:
lingüiça?! eu nunca vou parecer uma lingüiça ok, nem de boi, nem de frango e nem de porco fumado. QSAIFORA quanto a parte da tetéia, eu concordo. (HH)
patti:
é verdade. impossível você parecer alguma quando você é a dita cuja, né?! errei no comentário. sorry. s, a parte da tetéia até inri cristo concordaria. até meu pau, minha mão e o gramunhão. *-*
; àgatha:
GRAMUNHÃO qgayqgayqgay
; àgatha:
olha, eu não sou dita cuja de nada, você que parece uma lingüiça toscana falsificada da perdigão, que foi feita com as piores carnes do mercado negro q. INRI CRISTO, amém irmã. *-* mai sim, obrigada querida Valdomira. *-*

mar eu provei! tá provado.
agora ninguém mais duvida do amor da ágatha por esse tar de gramunhão.
acho que isso inda dá um casamento. \HM
q
marrenfim, o que ficou mais do que provado, é que temos pobremos metais, tá entendendo?!

nem sei porque postei essas porra aqui. mar acho que é mermo porque foi o gramunhão que mandou! (hihi)