4.2.09

de novo?!

detesto! ter que admitir que estou sentindo isto novamente.
bom, caí de cara no chão, nada de mais. apenas sinto como se todos os meus ossos estivessem quebrados, e em mim, tivesse se alojado uma doença incurável.
ódio. é isto que estou vivendo. eu até poderia dizer que meu coração está partido, mas, que coração?
se ter um coração feito da mais resistente das pedras, é o mesmo que não ter, então...
pra me favorecer, tive náuseas incontroláveis ontem, antes de ir trabalhar, e decidi não ir por nem aguentar parar em pé. e enquanto eu colocava tudo pra fora, eu torcia pra que todo e qualquer conteúdo que há dentro de mim e diz respeito a você, fosse espelido naquela hora. totalmente sem forças, cambaleando, com a respiração ofegante, apenas consegui me dirigir até o quarto, me joguei na cama, e meu sono foi o mais inabalável até os dias de hoje. foi ridículo alguém ter aparecido em um sonho, NÃO! era pra estar lá. e detalhe (isto deixa óbvio o quanto estou sofrendo): eu estava em um prédio, olhando pela janela, então, noto que há alguém me olhando, lá de baixo, e adivinhe?!
demorei alguns segundos pra reconhecer aquele rosto, mas consegui. ela estava abraçando um amigo, mas apenas o fez depois de ter me visto. eu olhei, me manti imóvel, incrédula. quando a vi se retirar, ir embora dali, desci as escadas o mais rápido que pude, peguei um táxi, e pedi pra que ele me ajudasse a encontrá-la, sem resultado algum. - até em sonho, mas é um inferno mesmo!
fiz questão de acordar, pra não ter que ficar me torturando. precisava desabafar sobre isso, e tinha que ser agora.
alguém veio me criticar, apontando erros que já não repetem-se há tempos. das outras vezes sempre deu tudo errado por erro meu, e eu confesso. mas desta, não. o que eu exigi, era compreensível, era somente o que eu precisava. mas dane-se, deixe que todos pensem que fiz tudo errado outra vez. não faço a mínima questão de esclarecer.
isto estendeu-se por três meses, e pra mim, é tempo demais. não podemos esquecer que a coisa toda, de um modo geral, só ganhou forma há uns dez dias, talvez, nem isso. teve que ser bruscamente interrompida há dois, então, impossível estar recuperada por completo neste curto espaço de tempo.
lembro que no começo, era tudo sensatamente recíproco, e ela me queria, eu podia sentir. em uma semana, o jogo mudou, e eu a deixei segura de que ela é quem eu amo. na primeira oportunidade, jé me magoou, me tratou mal, e foi como se eu não fosse absolutamente na-da. e eu, muito idiota, não notei, e manti o mesmo curso da conversa, continuei sendo a tonga apaixonada que faz tudo por quem ama, e nem liga quando é tratada com estupidez. mais tarde, acordei. juntei esta nossa última conversa com outros acontecimentos, e notei que eu estava sendo uma completa burra, idiota, tonga.
ela só me machucaria, sim.
e por tudo o que houve nesses últimos dias, digo e repito: somente eu amei.
outra vez, me tranquei dentro de um mundo onde só existe a minha essência, e fiz questão de jogar as chaves penhasco abaixo. não tenho previsões de retorno.
esta amargura é meu escudo, e ela funciona como quatro paredes de concreto vermelho, da cor do ódio, como um isolante a devassidão nauseabunda humana.
tentei mudar de idéia, tentei ao menos amenizar parte do meu descontrole, tentei enxergar com outros olhos. mas não há maneira, todos tem o mesmo sangue corrompido correndo nas veias, todos com o caráter duvidoso. não, eu não generalizo, mas chego muito perto. encontrei excessões, e me agarrei a elas.
ao menos sei que tenho meus portos seguros, e que não estarei perdida quando precisar de alguém.

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