Estranho é saber que o que você mais prezava em um momento, se desfez em outro. E o segundo que antecedeu o fim foi feito de uma sanidade cega, sem olhos e boca, paralizada e sem qualquer reação. O fim foi amargo, e até hoje não foi digerido. Os julgamentos se alastraram, dificultando o surgimento de qualquer sinal de possibilidade de volta. Mas não importa mais. Nada importa além daquilo que já se tem, além do que já se ama e jamais deixará de amar. Não estou sozinha, estou comigo mesma, e em mim posso confiar e depositar todas as espectativas que eu quiser. Todas as questões eu resolvi sozinha, e a minha esquerda e a minha direita sempre houve dor, dor, dor. Decidi optar por um caminho diferente, uma rota que não constava em meus itinerários, e segui em frente. Encontrei todas as respostas que precisava, e isso fez de mim alguém muito melhor. Finalmente posso dizer a todos os idiotas que eu não preciso deles, que sou autosuficiente em tudo, e as minhas necessidades podem ser supridas facilmente, sem eu precisar de falsos apoios.
Infelizmente não consigo mais amar e nem confiar. Eu me esforço, tenho me esforçado, mas ainda não consegui chegar a lugar algum.
Acredito que as coisas funcionem assim mesmo, pois toda ação tem uma reação, e as minhas modificaram minha personalidade e caráter a ponto de qualquer um não me reconhecer mais. E, bom, quer saber? Sempre achei que amadurecia muito quando aprendia lições novas, mas nada comparado a isso. Essa estrada nova, com catástrofes novas, tem um ar infinitamente mais adulto do que todas as outras voltas que minha vida deu. Na verdade, me apaixonar e me relacionar com a pessoa até hoje acelerou todos os processos. Eu não me adaptei simplismente pra poder estar ao lado dela, e sim mudei, gradativamente. Depois de toda a tempestade ter passado, eu pude ver os meus defeitos tão nitidamente, que passei a me achar igualzinha aos outros, e não mais exaltei meus princípios. Meus princípios equivalem aos meus defeitos, e isso faz de mim tão humana quanto qualquer um. Carne, osso, sangue; Defeitos esplêndidos e qualidades fundamentais. Eu não sou ninguém muito diferente do que você é acostumado e encontrar por aí, ao menos que você me ame. O amor faz isso, cega qualquer um, e foi o amor o que acabou comigo. O pior de tudo é ser racional demais, e não se importar com ninguém, quando as coisas não correm quando você quer. Você sabe que precisa de amigos, mas, no fim, não se apega mais a ninguém. Você se pergunta o tempo todo o que houve pra tudo ter chegado a esse ponto, e a verdade é que você sabe o motivo, mas não quer culpar ninguém e muito menos a si mesmo. Eu me culpo por tudo, e tenho consciência de que fui eu mesma que provocou tudo isso, e o resto... bom, o resto que se exploda!
Esses dias mesmo encontrei a pessoa que eu costumava dizer que era a minha melhor amiga. Nos primeiro minuto eu senti um frio no estômago terrível, e todo o resto se petrificou, como se meu sangue tivesse esfriado e parado de correr nas veias. Mas passou tão rápido, e depois veio o nada, e aí eu notei que era apenas um pouco de ansiedade pela quantidade de tempo que não a via. Ela até me cumprimentou, mas não foi bom e nem ruim. Foi... nada. Não sei como explicar, mas não alterou meu humor, nem meu estado de espírito. Só tive a sensação que todos tem ao completarem uma missão. Realmente o que ainda restava lá no fundo, as pendências, acabou de vez. Lógico que ainda existe nostalgia, mas não é uma nostalgia das pessoas. Não mais. É a nostalgia dos momentos, dos risos e abraços. E de todo o amor e carinho existente naquele círculo. Eu daria tudo pra ter aquilo outra vez, com outras pessoas. Mas não sei se é castigo, macumba, eu não consigo me apegar ou lutar pra conquistar qualquer um que seja. Me canso fácil, desconfio fácil. Sempre acho que não vale a pena, ou que não quero me desgastar.
O lado bom é a atual fase. Está tudo tão ótimo com aqueles que eu tenho ao meu lado. Ter parado de choramingar e ter ido atrás de todos os prejuízos me fortificou muito. Mas eu realmente espero ainda voltar amar tanto quanto eu amei antes. Vou continuar aguardando e ansiando por isso.
E desculpa aí se é meu segundo título com nostalgia. x_x Não tenho sido muito criativa nos últimos tempos, né. ): Bom, ao menos ACHO que já sei o que quero da vida. Alguém discorda que letras é a minha faculdade, gente? HAUIHAUIHA ><
25.8.10
15.8.10
Manhã nostálgica;
Nada melhor do que dormir até tarde, e acordar com uma nostalgia desesperada. Tão desesperada, que o incômodo passa a não ser nada. Ver que é apenas o nada que aqui predomina, é ruim. Nada, vazio, escuro. Tenho medo de que possa me perder e não mais conseguir encontrar o caminho de volta pra tudo o que antes me fazia sorrir sem preocupações.
Sem choro e sem drama, eu apenas espero, espero e espero. O tempo vai, nunca retorna. E se por alguma eventualidade eu o faço voltar, não reluto em colocá-lo novamente em seu lugar. Viver de lembranças dói.
Eu me desvaneci depois das ruínas. Mas antes eu nunca tive consciência de que isso viria no final. E, menos ainda, que viesse de mãos que eram gentis, que no final torna-se-iam mãos a me rogarem pragas. Praticamente posso dizer que fui amaldiçoada. Não importa, meu ódio foi maior, e quebrei o círculo vicioso. Ódio e vontade de viver.
Marcas. Nada vai cicatrizar. Se você tocar em meus pontos fracos, vai poder me ver sangrar. Mas, bom, isso já não importa. Meu sangrar é racional, e estou pronta pra viver como sempre vivi. A força se instalou em meu peito, e sustenta minha mente. E qualquer dia em que o sol se por e nascer, dormirei e acordarei, então, terei minha glória. Até lá eu viverei, nada de me rastejar. Não importa as faltas da minha vida, as presenças equivalem a tudo o que qualquer um pode querer e precisar.
Sem choro e sem drama, eu apenas espero, espero e espero. O tempo vai, nunca retorna. E se por alguma eventualidade eu o faço voltar, não reluto em colocá-lo novamente em seu lugar. Viver de lembranças dói.
Eu me desvaneci depois das ruínas. Mas antes eu nunca tive consciência de que isso viria no final. E, menos ainda, que viesse de mãos que eram gentis, que no final torna-se-iam mãos a me rogarem pragas. Praticamente posso dizer que fui amaldiçoada. Não importa, meu ódio foi maior, e quebrei o círculo vicioso. Ódio e vontade de viver.
Marcas. Nada vai cicatrizar. Se você tocar em meus pontos fracos, vai poder me ver sangrar. Mas, bom, isso já não importa. Meu sangrar é racional, e estou pronta pra viver como sempre vivi. A força se instalou em meu peito, e sustenta minha mente. E qualquer dia em que o sol se por e nascer, dormirei e acordarei, então, terei minha glória. Até lá eu viverei, nada de me rastejar. Não importa as faltas da minha vida, as presenças equivalem a tudo o que qualquer um pode querer e precisar.
9.8.10
09/08/2010
Ontem percebi que minha lista de desafetos aumenta cada vez mais, e isso nunca foi assim.
Acredito que esteja difícil, ou quase impossível de esconder quem eu realmente sou. Virei do avesso, expus todas as dezenas de buracos que estão esculpidos em meu peito. Pode até ser que eu esteja perdendo o controle de mim mesma. Nos últimos tempos tenho percebido que está difícil segurar as rédeas com essa inconstância avassaladoramente escrota.
Minha vida precisa de uma guinada, mas uma das boas! E logo.
O perder das estribeiras é contínuo, se tornou corriqueiro e cada vez mais intenso. Sinto-me esfarelar, despadaçar, derreter. E cair. E no escuro eu estou na maior parte do tempo. Com as mãos atadas.
Trocar ofensas com alguém é algo tão idiota. E mais idiota ainda, é perceber depois que tudo o que ambos querem é sentirem-se melhor que o outro, e pra isso vale qualquer coisa. Alfinetadas correndo soltas, sem limites, sem censuras. E você nem sabe se aquilo é certo realmente, mas não para, sempre dando espaço a impulsos alucinados, como se algo frenético e monstruosamente cruel se instalasse em seu corpo por alguns momentos. As coisas todas fluem com uma velocidade inacreditável, e eis que você prefere esquecer tudo o que foi dito, pois sua consciência vence o impulso. Não posso dizer que estou arrependida, mas eu me reduzi ao que você é.
Pessoas desprovidas de humildade e compaixão não podem apontar nenhum dos meus defeitos. E, a propósito, eu tenho plena convicção sobre eles. Cabeça dura, negativa, desiquilibrada, louca. E, o melhor de tudo: egocêntrica.
Ultimamente tenho percebido que eu tenho uma vontade louca e desvairada de que o mundo gire ao meu redor, de que tudo ocorra ao meu modo. E pra que? Eu não consigo entender.
Fiquei no aninomato por um longo tempo, superando todas as merdas que nenhuma vez eu havia sentido antes, pois eu nunca amei de verdade, até o amor da minha vida aparecer e mudar tudo.
Amar demais me fez mal. Sou armagurada por não saber até agora como lidar com isso por completo.
Hoje eu acordei pensando que eu preciso de alguém que tenha a mesma proximidade que eu costumava ter com eles. É, eu preciso. Preciso de alguém que me guie, e exorcize todos esses demônios para sempre. De uma vez por todas, eu só quero ser alguém normal, que ame e odeie com a proporção correta.
É uma sensação estranha. Ao mesmo tempo que me sinto forte, e tenho toda a força que meu corpo pode agrupar, sinto-me fraca demais. Em minha mente se esconde toda a minha debilidade. E a força armazenada, somente pode ser aplicada pra fazer o mal, e nada mais. Uma raiva constante, um descontentamento tão vil, que me faz ter nojo de mim mesma.
As coisas estão mudando, como eu sempre quis que elas mudassem. Só que não tem um ponto até que isso valha a pena, não há nada além de um vazio desconcertante. E aí as melhoras vem, e eu perco mais e mais meu equlíbrio.
Voltei para os meus livros, voltei a ter argumentos ao escrever e ao falar. Voltei a ser alguém criativo o suficiente pra suprir qualquer necessidade própria. Mas, nada acontece. Nada. Eu me sinto perdida. Como se em uma debandada eu tivesse sido deixada pra trás por não saber andar, por ninguém ter me ajudado a dar os primeiros passos.
Estou começando a me convencer de que eu realmente preciso de ajuda. Se não puder ser como eu quero, vou ter que apelar. Espero que psicólogos realmente sejam eficazes.
Procura-se um amigo: pra eu abraçar e dizer que amo, e ser recíproco. Pra me proteger, e eu dar proteção em triplo. Um amigo que nada cobre, que se importe mais com os meus sentimentos do que com os dele na hora da dor. Que me leve pra dar longos passeios agradáveis preenchidos com riso e ternura. Que eu pudesse ver praticamente todos os dias, ou ao menos sentir a sua presença e toda a sua dedicação a mim. Um amigo pra eu dar a minha vida, me doar por inteiro, sem intervalos. Ilimitadamente.
Bom, eu sei que tudo isso é um saco, que sou muito drama queen. Mas e daí? Só me dou mal nisso que chamam de vida, e só tenho as pessoas que amo levadas pra longe de mim, a força.
Dizem por aí que eu finjo levar uma vida perfeita, finjo ser algo que não sou e nem nunca serei. Mas o que eu finjo? Acho que sou transparente até demais, e isso me deixa perplexa.
Mas eu sei, chegou a hora de sacudir a poeira. Não dá mais pra adiar.
Acredito que esteja difícil, ou quase impossível de esconder quem eu realmente sou. Virei do avesso, expus todas as dezenas de buracos que estão esculpidos em meu peito. Pode até ser que eu esteja perdendo o controle de mim mesma. Nos últimos tempos tenho percebido que está difícil segurar as rédeas com essa inconstância avassaladoramente escrota.
Minha vida precisa de uma guinada, mas uma das boas! E logo.
O perder das estribeiras é contínuo, se tornou corriqueiro e cada vez mais intenso. Sinto-me esfarelar, despadaçar, derreter. E cair. E no escuro eu estou na maior parte do tempo. Com as mãos atadas.
Trocar ofensas com alguém é algo tão idiota. E mais idiota ainda, é perceber depois que tudo o que ambos querem é sentirem-se melhor que o outro, e pra isso vale qualquer coisa. Alfinetadas correndo soltas, sem limites, sem censuras. E você nem sabe se aquilo é certo realmente, mas não para, sempre dando espaço a impulsos alucinados, como se algo frenético e monstruosamente cruel se instalasse em seu corpo por alguns momentos. As coisas todas fluem com uma velocidade inacreditável, e eis que você prefere esquecer tudo o que foi dito, pois sua consciência vence o impulso. Não posso dizer que estou arrependida, mas eu me reduzi ao que você é.
Pessoas desprovidas de humildade e compaixão não podem apontar nenhum dos meus defeitos. E, a propósito, eu tenho plena convicção sobre eles. Cabeça dura, negativa, desiquilibrada, louca. E, o melhor de tudo: egocêntrica.
Ultimamente tenho percebido que eu tenho uma vontade louca e desvairada de que o mundo gire ao meu redor, de que tudo ocorra ao meu modo. E pra que? Eu não consigo entender.
Fiquei no aninomato por um longo tempo, superando todas as merdas que nenhuma vez eu havia sentido antes, pois eu nunca amei de verdade, até o amor da minha vida aparecer e mudar tudo.
Amar demais me fez mal. Sou armagurada por não saber até agora como lidar com isso por completo.
Hoje eu acordei pensando que eu preciso de alguém que tenha a mesma proximidade que eu costumava ter com eles. É, eu preciso. Preciso de alguém que me guie, e exorcize todos esses demônios para sempre. De uma vez por todas, eu só quero ser alguém normal, que ame e odeie com a proporção correta.
É uma sensação estranha. Ao mesmo tempo que me sinto forte, e tenho toda a força que meu corpo pode agrupar, sinto-me fraca demais. Em minha mente se esconde toda a minha debilidade. E a força armazenada, somente pode ser aplicada pra fazer o mal, e nada mais. Uma raiva constante, um descontentamento tão vil, que me faz ter nojo de mim mesma.
As coisas estão mudando, como eu sempre quis que elas mudassem. Só que não tem um ponto até que isso valha a pena, não há nada além de um vazio desconcertante. E aí as melhoras vem, e eu perco mais e mais meu equlíbrio.
Voltei para os meus livros, voltei a ter argumentos ao escrever e ao falar. Voltei a ser alguém criativo o suficiente pra suprir qualquer necessidade própria. Mas, nada acontece. Nada. Eu me sinto perdida. Como se em uma debandada eu tivesse sido deixada pra trás por não saber andar, por ninguém ter me ajudado a dar os primeiros passos.
Estou começando a me convencer de que eu realmente preciso de ajuda. Se não puder ser como eu quero, vou ter que apelar. Espero que psicólogos realmente sejam eficazes.
Procura-se um amigo: pra eu abraçar e dizer que amo, e ser recíproco. Pra me proteger, e eu dar proteção em triplo. Um amigo que nada cobre, que se importe mais com os meus sentimentos do que com os dele na hora da dor. Que me leve pra dar longos passeios agradáveis preenchidos com riso e ternura. Que eu pudesse ver praticamente todos os dias, ou ao menos sentir a sua presença e toda a sua dedicação a mim. Um amigo pra eu dar a minha vida, me doar por inteiro, sem intervalos. Ilimitadamente.
Bom, eu sei que tudo isso é um saco, que sou muito drama queen. Mas e daí? Só me dou mal nisso que chamam de vida, e só tenho as pessoas que amo levadas pra longe de mim, a força.
Dizem por aí que eu finjo levar uma vida perfeita, finjo ser algo que não sou e nem nunca serei. Mas o que eu finjo? Acho que sou transparente até demais, e isso me deixa perplexa.
Mas eu sei, chegou a hora de sacudir a poeira. Não dá mais pra adiar.
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