Nada melhor do que dormir até tarde, e acordar com uma nostalgia desesperada. Tão desesperada, que o incômodo passa a não ser nada. Ver que é apenas o nada que aqui predomina, é ruim. Nada, vazio, escuro. Tenho medo de que possa me perder e não mais conseguir encontrar o caminho de volta pra tudo o que antes me fazia sorrir sem preocupações.
Sem choro e sem drama, eu apenas espero, espero e espero. O tempo vai, nunca retorna. E se por alguma eventualidade eu o faço voltar, não reluto em colocá-lo novamente em seu lugar. Viver de lembranças dói.
Eu me desvaneci depois das ruínas. Mas antes eu nunca tive consciência de que isso viria no final. E, menos ainda, que viesse de mãos que eram gentis, que no final torna-se-iam mãos a me rogarem pragas. Praticamente posso dizer que fui amaldiçoada. Não importa, meu ódio foi maior, e quebrei o círculo vicioso. Ódio e vontade de viver.
Marcas. Nada vai cicatrizar. Se você tocar em meus pontos fracos, vai poder me ver sangrar. Mas, bom, isso já não importa. Meu sangrar é racional, e estou pronta pra viver como sempre vivi. A força se instalou em meu peito, e sustenta minha mente. E qualquer dia em que o sol se por e nascer, dormirei e acordarei, então, terei minha glória. Até lá eu viverei, nada de me rastejar. Não importa as faltas da minha vida, as presenças equivalem a tudo o que qualquer um pode querer e precisar.
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