13.1.09

e os tormentos infundamentados retornam ao seu local de origem...

uma dor inconfundível, incomparável, inevitável. um pesadelo real.
porém, complexo demais pra caber em mim.

não há resolução quando eu incessantemente a busco.

cruzar os braços e contar meus passos até chegar a segurança, tornou-se rotineiro.
mas confesso que já não quero que essa retrocedência sentimental repita-se.
apenas queria poder ter minha segurança próxima, fixada firmemente contra meu peito.

você não sabe, mas fechei meus olhos para não enxergar nada além da tua misteriosa, perturbadora, e inacessível beleza.
ela roubou a seqüência dos meus devaneios.

te abracei todos os dias, e você não me sentiu;
imaginei tuas mãos me tocando, cobrindo meus olhos, e em seguida, me conduzindo as pressas pra onde só eu e você sabemos que existe.
desejei com todas as forças te ter pra amenizar o excesso de carência complacente que você mesma despertou em mim.

um coração partido,
foi o que sobrou no começo da manhã amarga e simultaneamente em ruínas
um suspiro apaixonadamente jovial foi bruscamente interrompido por palavras de um alguém desconhecido.
uma lágrima foi contida junto com o descontrole de meu sangue fervente.
a dor ploriferou-se interna e externamente, facilmente vista em cada passo meu.

quanto as explicações, estas não se deram quando eu veementemente as pedi.

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