7.6.09

06/05/09

exposta, permito que o fria percorra minha espinha, e me faça estremecer.
não dá pra oferecer resistência quando acontece. em meu estômago martelam repetidas vezes o invisível e denso, dando voltas, batendo nas paredes, e em seguida: a náusea.
foi difícil assimilar as cenas, e eu jurei estar sozinha em meio a tantos olhares especulativos.
eu não sabia se realmente respirava, não sabia exatamente para onde estava indo, mas algo me guiou até o caminho de volta para casa. - instinto - presumi. e minhas pernas colaboraram.
o tocar dos meus pés no chão conhecido fez com que eu voltasse a minha realidade, sem espasmos de medo, sem um derpertar violento e assustador.
ele selecionou as palavras, as conduziu graciosamente e com maestria, me poupou de mais dor, e então ele estabilizou a naturalidade, de um modo que ninguém seria capaz em seu lugar. parecia até que conhecia com detalhes o meu dia-a-dia.
por mais calculadas que tenham sido, cada frase causou efeitos irremediáveis, e cada uma sobrepujou as espessas camadas de poeira que abafavam meus batimentos cardíacos.
naquela sala vazia, apenas vi um rosto de frente ao meu, e imagens desfiguradas. o impacto foi tanto, que não passou despercebido em minha expressão, e me esforcei para disfarçar. não queria que ninguém notasse o horror que se instalara em meu interior gritante.
ele me feriu com a verdade que eu não conseguia encarar - covarde, sim - mas eu realmente estou me esforçando para adquirir forças e fazer algo por mim.
esse acontecimento foi decisivo, me fez ver adiante, clareou minha débil visão. as fórmulas estão agrupadas, mas a solução está muito abaixo, silenciosa e invisível.

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