o céu transborda de estrelas com o teu nome escrito, e, inevitavelmente, vejo-as todos os dias. É impossível parar de pensar em ti sendo que sempre quando estou com meus olhos fechados, ou abertos, não importa, é o teu rosto que vejo em cada fração dos segundos. E mesmo acordada, meu amor por ti faz com que eu sonhe e meu corpo vague pelas imensas milhas que separam nosso abraço. Não há maneiras de esquecer de tua existência. Falo em ti a cada cinco minutos.
Se tu fosse poema, estaria escrito em todas as paredes do mundo. Se fosse música, seria a trilha sonora de todos os meus momentos, infinitamente. Se fosse livro, o leria todos os dias, repetidamente, inúmeras vezes, e dormiria apertando-o contra meu peito. Se fosse filme, seria uma comédia dramática, daquelas que todo mundo aprende lições, chora, e sai rindo no final. Se fosse prato, seria o meu favorito. Se fosse bebida, seria expresso duplo. Se fosse cor, seria a mais contagiante. Se fosse objeto, seria algo resistente, feito de ferro, pequenino, mas dotado de um valor enorme, e eu o carregaria sempre em meu bolso. Se fosse sentimento, seria a maior ternura que qualquer humano já viu. Se fosse caminho, seria o único que quero percorrer. Se fosse bicho, seria um passarinho. E eu jamais permitiria que lhe roubassem a liberdade.
Tenho a mais plena certeza de que te amo e posso confiar em ti, e é uma certeza tão lúcida quanto a certeza de que vou morrer um dia.
Essa é a mais solene verdade, a minha verdade. Enquanto esse sentimento perdurar em mim, se manter impregnado nas rupturas dos meus dias e noites, vou proclamá-lo aos brados a todos que pararem pra assistir.
Sempre estarei te abraçando com toda a ternura imaculada que você despertou nas míopes aberturas febris do meu peito desde a nossa primeira troca de palavras.
Eu te amo, não canso de repetir. E, graças a isso, minha frieza e desesperança criada acima das atitudes humanas, está enterrada na esterilidade de alguns fatos aleatórios. Fatos amordaçados como pesadelos terrivelmente amedontradores que todos esforçam-se para esquecer, que, devido a minha espontaneidade, foram convertidos em volatidade e mantém seu mesmo itinerário confuso, correndo no centro da minha proposital falta de memória, até evaporarem.
Minha doentia insuficência sentimental foi sóbriamente alinhada e direcionada aos inconfiáveis e cegos. Te privei desse lado estúpido e calculista. você conhece minhas melhores faces, e serão elas que prevalecerão quando você estiver por perto.
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