e aqui estou eu, me desmoronando por dentro.
de certo, não sou a única em tais condições lamentáveis, mas a grande maioria anda por aí dando pulos de alegria.
sei que reclamo de barriga cheia, tenho tudo o que quero e muita gente não tem nem a metade. mas, só queria dizer que de nada adianta você ter todas as mordomias do mundo quando não tem alegrias. quando não tem alguém pra amar e que te ame da mesma forma, ou até mais. eu trocaria tudo isso por um pouco de amor. largaria tudo pra levar uma vida de verdade.
é desesperadamente desconcertante saber que minha vida vai tomar um rumo diferente daquele que aspiro. é decepcionante saber que a maioria das coisas que escrevi não estão e jamais estarão próximas de tornar-se realidade.
uma vez, disse que recorreria a você quando meus propósitos se perdessem, mas não posso fazê-lo. não quando você torna-se meu propósito perdido, e doloroso.
minhas inseguranças apenas tem se sobrecarregado dentro de um coração especialmente feito pra ser quebrado por uma paixão platônica.
tanto faz estar com os olhos abertos ou fechados, dormindo ou acordada. meus segredos me perseguem contra a minha vontade, em todo momento.
aquela que você conheceu e se apaixonou, desaparecerá tão depressa quanto ela mesma espera. talvez você se surpreenda e sinta seus batimentos cadíacos congestionados com tantas novidades surgindo.
o amanhecer sempre voltará para nós, mas, a partir de amanhã, ele se encolherá, com medo de te olhar nos olhos e ter que mentir sobre o que passou-se durante uma era inteira de escuridão. o sol não irá mais abraçar-te com a mesma liberdade ampla que lhe proporcionava a impressão de que fosse amor, e correspondido.
os passos contínuos, o som do embate recíproco dos sapatos com o chão, as pernas cambaleantes e persistentes. ambos indicando um tempo sem fim, sem dias estipulados, sem números para conter o destino qualquer que seja, sem relógio que traga respostas. tique-taque - um tempo sem fim.
odeio! e ao mesmo tempo amo acontecimentos trágicos. carrego-os apoiados em meu braço direito, manuseando-os, enquanto os levo comigo, de uma forma que mantenham-se visíveis a minha sensibilidade aflita. quando meus pezares exasperam-se, uno os trágicos acontecimentos aos impulsos dramáticos, e uso todo meu esforço pra expelir através da minha pele aquilo que intoxica as ilimitadas datas e os nomes ligados a elas. vomito um conjunto de seres imaginários em sua perfeita forma mortal, nauseabunda e peçonhenta.
eu não queria que fosse assim com você, juro que evitei usando artifícios amargos que nunca falharam antes. mas não teve escapatória, cada um de nós acabou por quebrar as respectivas promessas. o barulho perfurante de saliva e sangue jogados ao acaso e estabacando-se no sólido, ecoará eternamente em cada esquina que confrontaram-se lutando pela verdade.
tem sido impossível sorrir sendo comandada pelos acontecimentos.
será que devo morrer de novo?
a resposta está bem óbvia, e os planos, definidos.
talvez amanhã eu troque de nome, modifique a proporção de minha prontidão afetuosa que dediquei a alguém. talvez, eu até troque de mundo. mas sei que ainda poderei renovar todos os objetos externa e internamente. farei com que sorriam alegremente enquanto dançam, no clímax de seu auge mais estável.
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