as mudanças estão sendo sequencialmente desencadeadas em cada partícula dos espectros que dizem respeito ao meu nome.
cuspi em cima dos restos de cacos dos porta-retratos nauseabundos, arrastei-os para fora, alucinada com o ódio inflamável.
um juri inteiro para presenciar o pagamento dos crimes, porém, apenas dois olhos os presenciou, ilhados em seu clímax de horror, sem nenhum corte que concebesse fatias de alívio.
para a grande maioria, esses dias não existiram, e talvez, nem mesmo para mim. alguns deles pesam em nossas costas, insuportavelmente, a ponto de nos mostrar o contrário daquilo que ontem fizemos e pregar veementemente que somos meros mentirosos.
sem reticências e sem parênteses. assim reproduziram-se as presuasões falsas que poluíram quantitativamente a atmosfera de espelhos chamuscados de escuridão ilusória, onde eu costumava ver minha imagem distorcida e a confundia com realidade. sem valor, sem sentido e desprovidos de brilho, são os meus diários rabiscados durante esses dias de reflexos irreais. dias em que eu balbuciava ao falar sobre amor, e profundamente dormia com meus olhos abertos, esquecendo o movimento do meu corpo pelas ruas.
tentei me esconder desvanecendo cada ato infame, apagando-os de minhas recordações. tentei usar isso como forma de proteção, mas, cada dobra da minha alma discretamente grita todo o tempo, afoga-se nos litros do conteúdo sem cor e vazio que intitulei como inexorável.
não é nada, nunca foi.
me habituei a ler e ouvir essa frase sem sentir o cruel impacto dessas cinco palavras.
frases chaves podem subtrair vidas de uma superfície coberta de diferenças, coberta de hipocrisias humanas.
em algum lugar da minha mente, junto o que está em pedaços, uno os pontos com respostas estratégicas e encontro saídas.
há noites em que não consigo fechar meus olhos, não consigo dormir. e a mais horrível das insônias obriga meus olhos a se fixarem no escuro, me fazendo desistir de planejar minhas próprias visões.
saltos ornamentais e tombos proeminentes, sorrisos facilmente arrancados e lágrimas incontidas presas em garrafas... esses são motivos de palmas e deleite alheio.
os pobres diabos pensam que verão o que usam pra disperdiçar seu ignóbil e totalmente desvalorizado tempo. mas não! eu não vou cair.
estique minha memória, leia cada frase que eu ainda julgo legível, lembre-me apenas do que preciso para encontrar um lugar e me acomodar. amasse, destrua tudo aquilo que for desnecessário, enfraquecedor, mate até meus amores fraternais.
toda a sorte de coisas eu deixei lá, no cemitério de figuras de acontecimentos, agora invisíveis, e palavras para sempre inaudíveis.
estou abraçando com toda a força aqueles ensinamentos trazidos pela individualidade espontânea. experiências que expandiram poderes de decisões repentinas pra assegurar meu bem estar, e censuraram sentimentos piedosos, vindos de qualquer itinerário.
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