23.11.08

os duelos se tramam esponteamente em minha cabeça

tudo gira quando o vento apaga os cigarros segurados por dedos sujos
as garrafas não entorpecem mais as perspectivas mortas que, milagrosamente, ressussitam e palpitam dentro de compartimentos atualmente descobertos
a autosuficiência em excesso começa a exacerbar tremores de sussurros jogados ao chão
faço promessas em torno do que está abaixo dos meus objetivos
meus movimentos se aceleram quando meus sentidos se aguçam especialmente pra percorrer o mesmo percursso que escrevi
hoje eu sei que não vou morrer
a mobília se retira sozinha, vagarosamente, sem nenhum volume audível
tudo se torna tão agradavelmente satisfatório uma vez que eles retiram suas palavras dos meus quadros de crises
ouvidos sensíveis compreendem o que quero dizer
eu rego todos os dias meus campos de concentração enraivecidos pra que as flores transbordantes de determinação não muchem
todos os sacrifícios que levam um pedaço de mim, desfazem sorrisos e deixam a superfície áspera, são tão necessários quanto o movimento de minhas pernas
amanhã terei o quero se esse mesmo metabolismo não se rebaixar
uma lista de regras a seguir fazem a disciplina vir a tona sem roubar o meu melancólico outono
meus valores não são artificiais ou vulneráveis
seguirei meu caminho solitário, atravessarei as paredes sobrepostas a mim
as características do meu destino habilmente traçado estarão guardadas quando eu precisar relembrá-las
amanhã pagarei minhas dívidas e uma consciência transparente vai orientar meus planos

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