12.11.08

nathi...

ela é a minha maior fonte de ternura, minha melhor amiga, e até mesmo minha melhor amante. em todas as minhas noites frias, peço em silêncio pra que nathi nunca parta das extremidades homogeneamente amenas de meu afeto. desse ato, emergem-se milhares de sentimentos enfileirados e organizados, que me fazem perceber o quanto nathi é especial. sei descrever cada um, pois permanecem sóbriamente acesos em mim. não sinto simplismente amor, ou necessariamente amizade. está aqui presente, uma infinidade de sentimentos que existem entre esses dois, e eles estão envoltos do maior carinho que eu já senti por alguém.
nathi é uma garota incrível, linda e alegre, cheia de vida. contagia a todos com a magia da sua felicidade de estar viva e seu inesgotável sorriso.
o que incitou meu carinho de súbito (que pra mim, é algo peculiarmente surpreendente), foi sua sinceridade extrema (seguida de uma capacidade indescritível de me deixar com cara de boba), de espécie incondicional (aliás, já não vivo sem ambas). nathi deixa meus pensamentos latejantes de saudades quando se ausenta por muitos dias. sinto sua falta todo tempo, é inevitável. o que me causa a ilusão mais real que já tive sobre o tempo não passar. o tic tac do relógio, se reproduz involuntariamente em algum canto do meu inconsciente, onde extraem as cores de qualquer objeto, depois os torcem até vazar todo o sangue. então os deixam jogados, sem movimentos, sem fôlego, sem capacidade de se deteriorar pra abandonarem o estado de morto-vivo. lá, apenas se fixa o que quero que seja permanentemente esquecido. bom, as vezes vale a pena resgatar algumas daquelas lembranças, nem que seja apenas por minutos. o tic tac do relógio por exemplo. as vezes gosto de reouvi-lo. ao invés de torturar-me, trás a impressão de que o tempo talvez esteja passando, que as horas diminuem gradativamente, e posso sentir nathi mais próxima de mim. a tortura situa-se na parte de ter que ouvi-lo a cada segundo do dia, de suportar sua repetitiva perseguição até em meus sonhos. por esse incômodo contratempo, exílei-o. mas evitá-lo dessa forma, não surti eficientes resultados. ainda assim, os dias se prolongam nos flamejantes e limpídos céus, seguindo sem rumo, até onde minha imaginação caminhar, sem curvar-se de fadiga e sucumbir ao sono. os ilimitados arco íris possuem o mesmo pote de ouro em cada fim: os olhos claros receptivamente carismáticos ligados a uma boca sorridente, uma mente puramente sentimental e sábia, um corpo quente de braços abertos, prontos pra me acolher. por fim, o abraço: retido, tenro, emocionante, inesquecível, eterno. o tão almejado abraço.
essa adorável recompensa, requer espera e a astúcia da paciência. e assim idealizo a chegada de nathi, meu tesouro no fim de cada arco íris.

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