As coisas possuem uma certa tendência a desmoronarem enquanto eu respiro. Tenho achado incrível que nada mais tenha me abalado, só me deixado descontente, e ainda que seja nessas condições, eu retomo o fôlego e subo a superfície com minhas unhas e dentes. Não quero escolher a putrefação da vida, a semi morte. E não vou.
Agora estou livre, não posso parar até que as portas se fechem por eu ter passado por elas. Vou alcançar, morrendo e renascendo todos os dias. Sozinha.
Eu tive um amigo que me ensinou a procurar forças em tudo aquilo que nos faz bem. Logo terei forças para mandar toda a hipocrisia pro espaço.
Me habituei a ter que andar pelas sombras e passar despercebida para evitar a dor. Me expor a muita luz extrai as melhores coisas de mim quando as pessoas levam pedaços meus com elas ou quando os jogam ao chão, como se fossem lixo.
Me chute na cabeça, eu não ligo. A melhor idéia que você teve foi tentar roubar minha essência. Eu voltei, e por mais que meu retorno tenha sido vagaroso, não poderia ser melhor. Todas as minhas feridas estão curadas, e as marcas que ficaram são a minha fonte de forças hoje, e não há miséria que me consuma. As forças cresceram monstruosamente até o ponto em que eu me sinta capaz de matar para viver, ou viver para matar.
E depois de tanto tempo sem escrever, acho que minha facilidade enferrujou. - HAHAHA - Bom, ontem eu pensei que estaria começando do zero outra vez, mas a verdade é que estou muito mais preparada do que julguei. A calma se instalou por aqui, e trouxe junto o que eu precisava pra manter tudo controlado.
Aprender a ser sozinha é uma arte. Sei lá, talvez por eu ter me distanciado tanto de música, livros, e outras coisas, tenha se projetado aquele sentimento de vazio, perda; E isso tudo fez com que meu processo de amadurecimento sobre certas coisas acelerasse. Agora que voltei, sinto algo diferente, sinto várias outras necessidades sendo supridas que antes não eram. E, é, eu me empolguei hoje. D:
Quebrei tanto a minha cara nesses últimos dias por eu ser tão... iludível. Acho que idealizo demais, vejo coisas onde não há nada, me preocupo demais em causar boas impressões, e não há necessidade alguma disso. Não preciso me precipitar, e não posso esperar isso ou aquilo de ninguém.
Esses dias mesmo eu dei uma super chance pra alguém que certamente não merecia. A anta tava com o namoro por um fio, de novo, e fui eu lá, bem burra, ajudar. Ela disse que ia estar sempre do meu lado, que eu poderia contar com ela quando precisasse, etc. Quase implorou pra eu sair com ela e tudo mais. E aí no final das contas, em menos de uma semana, voltou com a namorada, me excluiu do orktut, cortou qualquer relação. E aí eu paro e me pergunto se a sequelada disse tudo aquilo pra mim da boca pra fora, se jogou todas as mágoas pra cima de mim por falta de alguém pra desabafar. isso foi tão previsível, acho que até um cego saberia, mas eu não pensei que poderia acontecer. Agora, finalmente entendi que não se pode confiar da forma em que confiei em ninguém.
E é hora de encerrar esse lenga lenga todo, né. Chega, tá loco.
Adeus, até depois. :*
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