24.6.10

O que fazer?

Eu sei lá, tenho sentido tudo desmoronar dentro de mim, e percebi que meus olhos não enxergam mais a última resquize de inocência do mundo. Meus lábios tão sem vontade já não se esticam pra formar um sorriso. Não dá pra entender o que tem acontecido, o que estou passando, e seja lá o que for, essa coisa crônica me faz escrever coisas horríveis! Coisas tão sem sentido, que talvez só eu no mundo entenda ao ler. Não conheço mais ninguém que sinta algo parecido. A falta de diálogo tem feito de mim alguém pior; a falta de amigos, ou mesmo pessoas queridas pra me darem seus ombros benevolentes, tem me modificado imensamente.
Tudo bem, eu namoro com a pessoa mais linda do mundo, mas até onde isso é saudável? Temo que ultimamente aquela que trás todo o mal pra perto, seja eu, somente eu. Talvez seja eu o grande problema de tudo.
Não quero esconder a minha tristeza. Estar ferrado na vida não é vergonha, e não deveria ser pra ninguém!
É com esforço que tenho mantido minha cabeça erguida, é lutando que ainda não sucumbi.
Isto de agora comparado ao que eu sentia a um ano não é algo real, algo REALMENTE preocupante. Deixei de ser a adolescente revoltada que sofria por amor há muito! As preocupações atuais são de alguém adulto, alguém de responsabilidades, e cada vez que olho pra trás vejo tudo distorcido. Aquilo tudo deve ser deixado pra trás! Mas de que forma?
Posso imaginar meu futuro, mas não se conseguirei chegar até ele. Visualizações são meras utopias.
Tudo tem escorregado das minhas mãos, ido a rumo a um esconderijo que eu não possa encontrar. É essa a explicação.
Não é mais como antes, que tudo dizia respeito somente a mim. Se são somente dias ruins, então espero que eles acabem logo, e que algo comece a dar certo. Não sei mais o que fazer, mas a única alternativa é continuar tentando, e lá vou eu. Unir forças não é fácil nessas circunstâncias, mas eu o farei, até onde precisar, e vou vencer. Se Deus sabe o que faz, então espero que isso tudo tenha algum fundamento.

Um comentário:

Anônimo disse...

Às vezes tem, às vezes não tem fundamento algum, rs. Belo texto. ;*